{"id":752,"date":"2016-12-26T08:33:02","date_gmt":"2016-12-26T10:33:02","guid":{"rendered":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/?p=752"},"modified":"2016-12-26T08:43:34","modified_gmt":"2016-12-26T10:43:34","slug":"empreendedora-fatura-com-tecidos-que-todo-mundo-joga-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/2016\/12\/26\/empreendedora-fatura-com-tecidos-que-todo-mundo-joga-fora\/","title":{"rendered":"Empreendedora fatura com tecidos que todo mundo joga fora"},"content":{"rendered":"<div class=\"7434be6837f2faf7fb84d58c35337d7c\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:10px 0 10px 0; text-align:center;\">\n<script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\r\n<!-- Meio postagem1 -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:inline-block;width:320px;height:100px\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-4083846062789388\"\r\n     data-ad-slot=\"3054367358\"><\/ins>\r\n<script>\r\n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>A cen\u00f3grafa e figurinista Lu Bueno jamais poderia imaginar que lidar com a enorme tralha de tecidos usados nos espet\u00e1culos renderia uma\u00a0<strong>ideia<\/strong>\u00a0inovadora capaz de virar neg\u00f3cio, muito menos que ele pudesse rapidamente prosperar oferecendo alternativas mais\u00a0<strong>sustent\u00e1veis<\/strong>\u00a0ao mercado.<\/p>\n<p>Com cabe\u00e7a no mundo art\u00edstico, as ousadias de cria\u00e7\u00e3o se restringiam ao palco. Mas uma conjuga\u00e7\u00e3o de inquietudes e o despertar para a l\u00f3gica da economia compartilhada, na qual o que \u00e9 problema para uns pode ser solu\u00e7\u00e3o para outros e no final todos saem ganhando, culminaram na concep\u00e7\u00e3o do Banco de Tecido \u2013\u00a0<strong>startup<\/strong>\u00a0de com\u00e9rcio em rede que se desenvolve no rastro de temas bastante pr\u00f3ximos do cotidiano: moda e res\u00edduos urbanos.<\/p>\n<p>Ao mudar o escrit\u00f3rio para uma pequena casa no bairro da Vila Leopoldina, em S\u00e3o Paulo, Bueno j\u00e1 flertava com o mundo n\u00e3o convencional e planejava fazer diferente, mas sempre dentro do ramo sob seu dom\u00ednio, o das artes c\u00eanicas. At\u00e9 que uma coisa passou a incomodar: a grande quantidade de tecidos que sobrava ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios e figurinos.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-632\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/arte-moda.jpg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/arte-moda.jpg 279w, https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/arte-moda-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/p>\n<p>\u201cQuando percebi, havia 600 quilos de sobras guardadas no dep\u00f3sito, inclusive pe\u00e7as de 15 anos usadas por mim no ac\u00fastico da Gal Costa\u201d, conta cen\u00f3grafa. Em meio ao caos, diz ela, surgiu uma luz: \u201cvamos trocar\u201d.<\/p>\n<p>Em 2013, o boca a boca multiplicado informalmente na sua rede de rela\u00e7\u00f5es sociais e profissionais gerou a expectativa de que um coelho sairia daquela cartola. \u201cFosse l\u00e1 o que fosse, teria de estar associado a uma forma especial de ver o mundo, em uma perspectiva mais integradora.\u201d<\/p>\n<p>Assim, uma a\u00e7\u00e3o iniciada sem muitas pretens\u00f5es entre amigos das artes c\u00eanicas ganhou corpo e, dois anos depois, come\u00e7ou efetivamente a se estabelecer como neg\u00f3cio. O diferencial estava em operar como um sistema inclusivo e circular que mobiliza os elos da cadeia t\u00eaxtil, impulsionando um ciclo com reflexos sociais, econ\u00f4micos e ambientais.<\/p>\n<p>A possibilidade de dar nova vida aos tecidos despertou grande interesse por parte de diferentes segmentos do mercado \u00e0 medida que se difundia no Facebook e era apresentado em feiras t\u00eaxteis. Assim, o modelo se estruturava para funcionar tendo como base uma rede de correntistas que fornecem sobras de seus estoques para que tenham chance de virar novas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dessa forma, cortes de algod\u00e3o, sint\u00e9ticos, popelines, flanelas, feltros, napa e couro, por exemplo, depositados no banco, s\u00e3o moeda corrente \u2013 e n\u00e3o lixo. Em s\u00edntese: o usu\u00e1rio recebe cr\u00e9ditos a cada quilo entregue e, com eles, pode sacar outros tecidos quando quiser.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, o Banco de Tecido ret\u00e9m 25% do cr\u00e9dito a cada dep\u00f3sito no regime de troca e vende o tecido a R$ 45 por quilo. Al\u00e9m do pre\u00e7o, a vantagem \u00e9 que o acervo conta com tecidos exclusivos e antigos, n\u00e3o encontrados no com\u00e9rcio tradicional, e tem garantia de origem (saiba mais sobre a inova\u00e7\u00e3o do modelo de neg\u00f3cios\u00a0neste link\u00a0e\u00a0neste v\u00eddeo).<\/p>\n<p>O alvo principal est\u00e1 no atendimento ao nicho das pequenas e m\u00e9dias confec\u00e7\u00f5es para acesso a maior variedade de tecidos, permitindo a compra em pequena escala com menor desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>\u201cNas \u00faltimas d\u00e9cadas, o imp\u00e9rio do fast-fashion mudou as rela\u00e7\u00f5es comerciais e hoje os estoques nas lojas s\u00e3o renovados de forma muito r\u00e1pida, a partir de tend\u00eancias de moda impostas, sem prevalecer a vontade do consumidor\u201d, explica Bueno, antiga frequentadora do Bom Retiro, em S\u00e3o Paulo, importante vitrine dessas transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-632\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/arte-moda.jpg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/arte-moda.jpg 279w, https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/arte-moda-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/p>\n<p>Na l\u00f3gica do Banco de Tecido, a curadoria e o giro do estoque est\u00e3o a cargo de quem faz dep\u00f3sitos no sistema. O pulo do gato \u00e9 manter ativa essa circula\u00e7\u00e3o, beneficiando tanto ateli\u00eas de costura e confec\u00e7\u00f5es que buscam tecidos de re\u00faso para produzir roupas como grandes tecelagens e importadoras que precisam de solu\u00e7\u00f5es mais eficientes e baratas para a destina\u00e7\u00e3o de seus\u00a0 res\u00edduos. As perdas no processo t\u00eaxtil s\u00e3o estimadas entre 10% e 20%, com gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos que muitas vezes n\u00e3o t\u00eam o descarte correto.<\/p>\n<p>No momento, a empreendedora finaliza a plataforma de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico destinada a escalonar o neg\u00f3cio, com expectativa de captar investimento de R$ 300 mil.<\/p>\n<p>O sistema est\u00e1 sendo criado com apoio do Instituto C&amp;A, que reconhece mundialmente inova\u00e7\u00f5es \u00fateis \u00e0 cadeia t\u00eaxtil e selecionou projetos para aplica\u00e7\u00e3o da metodologia Social Good, voltada para empreendimentos sociais.<\/p>\n<p>O formato come\u00e7ou a ser desenhado no\u00a0 hackathon promovido em 2015 pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) para contato com desenvolvedores. \u201cFoi quando entendi onde poder\u00edamos chegar\u201d, afirma Bueno, ao lembrar que tamb\u00e9m buscou aux\u00edlio do Sebrae com o objetivo de \u201centender como transpor para o mercado regular uma ideia que nasceu na arte\u201d.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o estrat\u00e9gica da cen\u00f3grafa, o neg\u00f3cio baseia-se no trip\u00e9 ar-raiz-terra: o primeiro pilar \u00e9 representado pela plataforma de e-commerce, \u201cpara voar longe\u201d; o segundo, a raiz, simboliza a rede de comunica\u00e7\u00e3o e o potencial de suas ramifica\u00e7\u00f5es; e, por fim, o terceiro, \u201co ch\u00e3o que estabelece o caminho\u201d, \u00e9 retratado pelas lojas f\u00edsicas onde os tecidos de re\u00faso s\u00e3o vendidos.<\/p>\n<p>Hoje o neg\u00f3cio re\u00fane tr\u00eas lojas: a Lupa, que originou o neg\u00f3cio, comandada por Lu Bueno na Vila Leopoldina, em S\u00e3o Paulo; o Lab Fashion, na Consola\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m na capital paulista, e a Casa Base, em Curitiba (PR).<\/p>\n<div id=\"attachment_2282275\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2282275\" title=\"banco-tecido-02\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2016\/12\/banco-tecido-02.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;strip=all\" alt=\"banco-tecido-02\" width=\"680\" height=\"453\" border=\"0\" \/><\/div>\n<p>A esperada expans\u00e3o dos pontos de venda ap\u00f3s o lan\u00e7amento do sistema digital dever\u00e1 ocorrer com o uso de contrato de licenciamento de marca e n\u00e3o por meio de franquias. Al\u00e9m disso, incorporar novos itens ao portf\u00f3lio de produtos aptos a ampliar o ciclo de vida, como os aviamentos, \u00e9 um passo natural.<\/p>\n<p>Entre pilhas de retalhos no showroom da Lupa, um poema escrito pela empreendedora no quadro fixado \u00e0 parede revela o que est\u00e1 por vir: \u201cOs bot\u00f5es na lentid\u00e3o ensinam sobre o tempo, enxergam o vazio (\u2026) O espa\u00e7o prestes a ser ocupado (\u2026)\u201d.<\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cen\u00f3grafa e figurinista Lu Bueno jamais poderia imaginar que lidar com a enorme tralha de tecidos usados nos espet\u00e1culos renderia uma\u00a0ideia\u00a0inovadora capaz de virar neg\u00f3cio, muito menos que ele pudesse rapidamente prosperar oferecendo alternativas mais\u00a0sustent\u00e1veis\u00a0ao mercado. 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