{"id":407,"date":"2016-06-27T13:28:22","date_gmt":"2016-06-27T13:28:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/?p=407"},"modified":"2016-06-27T13:28:22","modified_gmt":"2016-06-27T13:28:22","slug":"o-brasil-e-o-quarto-maior-produtor-de-roupas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/2016\/06\/27\/o-brasil-e-o-quarto-maior-produtor-de-roupas-do-mundo\/","title":{"rendered":"O Brasil \u00e9 o quarto maior produtor de roupas do mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"7434be6837f2faf7fb84d58c35337d7c\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:10px 0 10px 0; text-align:center;\">\n<script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\r\n<!-- Meio postagem1 -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:inline-block;width:320px;height:100px\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-4083846062789388\"\r\n     data-ad-slot=\"3054367358\"><\/ins>\r\n<script>\r\n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um setor estrat\u00e9gico: diga uma cidade do pa\u00eds em que n\u00e3o tenha pelo menos uma lojinha para vender roupas\u201d, afirma Rafael Cervone, presidente da Abit. De fato, o setor conta com\u00a0<strong>160 mil postos de venda espalhados pelo Brasil<\/strong>, emprega quase 1,5 milh\u00e3o de pessoas e vendeu 6,5 bilh\u00f5es de pe\u00e7as em 2014.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, apesar da import\u00e2ncia para a economia nacional, o setor tamb\u00e9m sofre do mal da equa\u00e7\u00e3o \u201cprodu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida + pre\u00e7o baixo\u201d. Em janeiro deste ano, o\u00a0<strong>Tribunal Superior do Trabalho<\/strong>\u00a0condenou uma confec\u00e7\u00e3o ligada ao grupo\u00a0<strong>Riachuelo\u00a0<\/strong>a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 10 mil a uma funcion\u00e1ria que ganhava um sal\u00e1rio de R$ 550 e cumpria metas di\u00e1rias como a coloca\u00e7\u00e3o de 500 el\u00e1sticos em cal\u00e7as por hora ou a costura de 300 bolsos no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Por conta do ritmo de trabalho, a funcion\u00e1ria, do\u00a0<strong>Rio Grande do Norte<\/strong>, sentia dores nas m\u00e3os e nos bra\u00e7os, mas\u00a0<strong>era medicada com analg\u00e9sicos na enfermaria da empresa<\/strong>\u00a0e obrigada a retornar ao trabalho. Ela tamb\u00e9m recebeu o direito a uma pens\u00e3o mensal por conta dos preju\u00edzos causados pelas repeti\u00e7\u00f5es de movimentos durante a confec\u00e7\u00e3o das cal\u00e7as.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-387\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/propaganda-blog-postagem.fw_.png\" alt=\"propaganda blog postagem.fw\" width=\"398\" height=\"562\" \/><\/a><\/p>\n<p>Casos mais graves envolvendo grandes marcas tamb\u00e9m foram registrados quando, em 2011, uma inspe\u00e7\u00e3o conduzida pelo\u00a0<strong>Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego<\/strong>\u00a0(MTE) encontrou imigrantes bolivianos e peruanos expostos a<strong>\u00a0condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o\u00a0<\/strong>trabalhando em uma oficina de roupas que produzia pe\u00e7as para a\u00a0<strong>Zara\u00a0<\/strong>na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das longas jornadas de trabalho, que chegavam a at\u00e9 16 horas por dia, os trabalhadores precisavam pedir autoriza\u00e7\u00e3o para sair de casa. Em depoimento \u00e0\u00a0<strong>Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito<\/strong>\u00a0(CPI) instaurada pela\u00a0<strong>Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo<\/strong>\u00a0em 2014 para discutir o trabalho escravo contempor\u00e2neo, a Zara admitiu a contrata\u00e7\u00e3o de fornecedores irregulares para realizar os servi\u00e7os de confec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo, ao utilizar m\u00e3o de obra escrava, \u00e9 a maximiza\u00e7\u00e3o do lucro e a obten\u00e7\u00e3o de vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos concorrentes\u201d, afirma o procurador do trabalho Rafael Garcia Rodrigues, que est\u00e1 \u00e0 frente da\u00a0<strong>Coordenadoria Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo<\/strong>(Conaete), iniciativa do\u00a0<strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho<\/strong>\u00a0(MPT). A legisla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 considerada uma das mais avan\u00e7adas do mundo no combate ao trabalho escravo contempor\u00e2neo, e caracteriza esse crime partindo de quatro situa\u00e7\u00f5es: jornada exaustiva, servid\u00e3o por d\u00edvida, trabalho for\u00e7ado e condi\u00e7\u00f5es degradantes no ambiente laboral.<\/p>\n<p>De acordo com dados do\u00a0<strong>MPT<\/strong>, dos 14 termos de ajustamento de conduta realizados em 2015 em S\u00e3o Paulo por condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, dez eram referentes a empresas do setor t\u00eaxtil \u2014 nesses termos, os autuados se comprometem a resolver o problema ou compensar danos e preju\u00edzos j\u00e1 causados. \u201cVerificamos que n\u00e3o adianta responsabilizar a \u00faltima camada da cadeia produtiva, j\u00e1 que aquele dono de uma oficina da periferia de S\u00e3o Paulo n\u00e3o \u00e9 quem realmente lucra com a explora\u00e7\u00e3o\u201d, diz a procuradora do trabalho Christiane Vieira Nogueira, vice-coordenadora do Conaete. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio responsabilizar as grifes, que exercem um controle muito grande no modelo de produ\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Em julho de 2014, o MPT protocolou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que determinava multa no valor R$ 10 milh\u00f5es contra a marca\u00a0<strong>M.Officer<\/strong>, depois de uma investiga\u00e7\u00e3o que percorreu diferentes pontos da cadeia produtiva de roupas da empresa. Em 13 de novembro de 2013, representantes do\u00a0<strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico\u00a0<\/strong>e policiais civis realizaram uma fiscaliza\u00e7\u00e3o em uma oficina de costura no bairro do Bom Retiro, tradicional centro de confec\u00e7\u00f5es t\u00eaxteis da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Imigrantes paraguaios e bolivianos trabalhavam no local, que tamb\u00e9m servia de resid\u00eancia \u2014 no quarto da fam\u00edlia de origem boliviana havia apenas uma cama, em que dormia o casal e duas crian\u00e7as. \u201cAs condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sa\u00fade e seguran\u00e7a eram p\u00e9ssimas: instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es e material altamente inflam\u00e1vel sem a devida seguran\u00e7a. Na \u00fanica janela existente e que tinha visibilidade para a rua, havia um pano cobrindo a vista\u201d, diz o processo. Os auditores verificaram que a oficina produzia exclusivamente para a marca M.Officer, com a presen\u00e7a de pe\u00e7as-piloto respons\u00e1veis por servir como modelo a ser reproduzido pelos trabalhadores.\u00a0<strong>Os imigrantes tinham uma jornada di\u00e1ria que se iniciava \u00e0s 7 horas e se estendia at\u00e9 \u00e0s 22 horas<\/strong>, e eram remunerados de acordo com a produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as, recebendo R$ 850 por m\u00eas, em m\u00e9dia.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-1400\"><a href=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/d7zI4OR9a-hSa9UeF1OosGHIOjs=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/03\/22\/296-capa-06_1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"clique na imagem para ampli\u00e1-la (Foto: Revista Galileu)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/d7zI4OR9a-hSa9UeF1OosGHIOjs=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/03\/22\/296-capa-06_1.jpg\" alt=\"clique na imagem para ampli\u00e1-la (Foto: Revista Galileu)\" \/><\/a><\/div>\n<p>Ap\u00f3s a M.Officer negar sua rela\u00e7\u00e3o com a oficina, o Minist\u00e9rio P\u00fablico continuou a investiga\u00e7\u00e3o e, em 6 de maio de 2014, realizou uma auditoria na Vila Santa In\u00eas, bairro da periferia de S\u00e3o Paulo. Em um im\u00f3vel aparentemente residencial, seis bolivianos trabalhavam em condi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s da primeira inspe\u00e7\u00e3o \u2014 os auditores apreenderam duas pe\u00e7as-piloto da marca, um blazer e uma cal\u00e7a, que possu\u00edam ficha t\u00e9cnica com instru\u00e7\u00f5es sobre medidas, tamanho e t\u00e9cnica do corte.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-387\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/propaganda-blog-postagem.fw_.png\" alt=\"propaganda blog postagem.fw\" width=\"398\" height=\"562\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os agentes p\u00fablicos encontraram documentos com particularidades no contrato: pe\u00e7as sujas teriam desconto de R$ 1, enquanto costuras erradas receberiam a penaliza\u00e7\u00e3o de R$ 0,50 por pe\u00e7a. A marca encomendou a produ\u00e7\u00e3o de 331 cal\u00e7as a uma fornecedora, pagando o valor unit\u00e1rio de R$ 52. Essa empresa terceirizou o trabalho para a oficina da Vila Santa In\u00eas, com um pagamento de R$ 13 pelo servi\u00e7o \u2014 deste valor, apenas um ter\u00e7o era destinado aos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Cada trabalhador produzia de 110 a 190 unidades por m\u00eas e a remunera\u00e7\u00e3o era feita apenas no momento em que a encomenda era paga, o que podia demorar mais de um m\u00eas. Para pagar as contas, os imigrantes recorriam a vales feitos com o dono da oficina, em que os valores eram anotados e descontados de seus ganhos. O processo protocolado pelo\u00a0<strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho<\/strong>\u00a0ainda corre na Justi\u00e7a brasileira, sem previs\u00e3o para uma conclus\u00e3o. Procurada pela reportagem por meio de sua assessoria de imprensa, a M.Officer n\u00e3o se pronunciou at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se em\u00a0<strong>Bangladesh\u00a0<\/strong>a for\u00e7a de trabalho \u00e9 composta de camponeses que s\u00e3o obrigados a sair do interior para a capital em busca de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de sobreviv\u00eancia, no Brasil ela \u00e9 geralmente formada por imigrantes dos pa\u00edses vizinhos que vieram para c\u00e1 pelo mesmo motivo. \u201cBasta sair poucas horas de La Paz (capital da Bol\u00edvia) para encontrar comunidades sem energia\u201d, diz Jo\u00e3o Paulo C\u00e2ndia Veiga, professor do\u00a0<strong>Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da USP<\/strong>\u00a0que realizou uma pesquisa com bolivianas que trabalhavam em oficinas de costura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cNas entrevistas, nos surpreendemos porque elas sabem que v\u00e3o trabalhar muito e ganhar pouco, o que j\u00e1 \u00e9 uma oportunidade que n\u00e3o teriam nos seus pa\u00edses de origem.\u201d Como explica a professora Marcela Soares, da\u00a0<strong>Universidade Federal Fluminense,<\/strong>\u00a0com o aumento da m\u00e3o de obra dispon\u00edvel por conta da globaliza\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma quantidade quase permanente de pessoas dispostas a vender sua for\u00e7a de trabalho por sal\u00e1rios baix\u00edssimos.<\/p>\n<p>As contradi\u00e7\u00f5es da cadeia produtiva de roupas no Brasil, no entanto, n\u00e3o est\u00e3o restritas ao momento da confec\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as (confira o quadro na p\u00e1gina 45): com um volume colhido de 1,4 milh\u00e3o de toneladas em 2015, o pa\u00eds \u00e9 um dos cinco maiores produtores de algod\u00e3o do mundo. E o cultivo de algod\u00e3o \u00e9 um dos que mais utiliza agrot\u00f3xicos para combate de pragas. \u201cO trabalhador rural que realiza a sinaliza\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o do veneno \u00e9 exposto com a pulveriza\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias\u201d, diz Elias D\u2019Angelo, secret\u00e1rio da\u00a0<strong>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores da Agricultura<\/strong>, que na inf\u00e2ncia trabalhou na colheita manual do algod\u00e3o em planta\u00e7\u00f5es de Goi\u00e1s.<\/p>\n<div class=\"frase-materia componente_materia\">\n<div class=\"frase\">O Brasil s\u00f3 reconheceu que ainda abrigava casos de escravid\u00e3o contempor\u00e2nea em 1995&#8243;<\/div>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m dos problemas de sa\u00fade ocasionados pelo contato com os\u00a0<strong>agrot\u00f3xicos<\/strong>, muitas vezes os trabalhadores s\u00e3o expostos a condi\u00e7\u00f5es de trabalho escravo: em 2009, o<strong>Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego<\/strong>inspecionou uma fazenda na\u00a0<strong>Bahia\u00a0<\/strong>em que os camponeses recebiam um sal\u00e1rio mensal de pouco mais de R$ 450 e eram submetidos a jornadas de trabalho superiores a 10 horas. A colheita do algod\u00e3o \u00e9 conhecida por requerer grande esfor\u00e7o f\u00edsico da m\u00e3o de obra. \u201cTemos quase 60% de trabalhadores informais no campo, quase o dobro do n\u00famero registrado nas cidades, e essa informalidade possibilita a entrada para o trabalho escravo\u201d, afirma D\u2019Angelo. \u201cEssas pessoas t\u00eam pouca escolaridade e costumam ser bem pobres: muitas vezes s\u00e3o escravos e n\u00e3o sabem de sua condi\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com dados da\u00a0<strong>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho<\/strong>\u00a0(OIT), quase 21 milh\u00f5es de pessoas no mundo est\u00e3o expostas a trabalhos for\u00e7ados. Das v\u00edtimas, 11,5 milh\u00f5es s\u00e3o mulheres. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um consenso definido sobre o conceito de explora\u00e7\u00e3o do trabalho, mas podemos dizer que ele est\u00e1 presente em todos os setores da economia\u201d, diz Hans Von Rohland, porta-voz da OIT.<\/p>\n<p>O Brasil s\u00f3 reconheceu que ainda abrigava casos de escravid\u00e3o contempor\u00e2nea em 1995 (!) e, desde ent\u00e3o, resgatou mais de 50 mil trabalhadores expostos a essas condi\u00e7\u00f5es. Mas sabe aquela nossa legisla\u00e7\u00e3o elogiada por conta da abrang\u00eancia de caracteriza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo? Pois ela est\u00e1 em risco, gra\u00e7as a um projeto de autoria do senador\u00a0<strong>Romero Juc\u00e1 (PMDB\/RR)<\/strong>,\u00a0<strong>que pretende retirar as caracteriza\u00e7\u00f5es de \u201ccondi\u00e7\u00f5es degradantes de trabalho\u201d e \u201cjornada exaustiva\u201d como atributos capazes de identificar a explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cEsse projeto mostra um brutal retrocesso, em que se leva em conta apenas a liberdade e n\u00e3o a dignidade\u201d, diz o procurador do trabalho Rafael Garcia Rodrigues. O Minist\u00e9rio P\u00fablico, o governo federal e diferentes organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos s\u00e3o contr\u00e1rios ao projeto de lei, que ainda n\u00e3o tem previs\u00e3o de ser votado no<strong>\u00a0Congresso Nacional<\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-387\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/propaganda-blog-postagem.fw_.png\" alt=\"propaganda blog postagem.fw\" width=\"398\" height=\"562\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para que casos como o da Zara ou o da M.Officer n\u00e3o se repitam no pa\u00eds, a\u00a0<strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Varejo T\u00eaxtil\u00a0<\/strong>desenvolveu um projeto para monitorar os fornecedores respons\u00e1veis pela fabrica\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as de roupas para as grandes marcas. At\u00e9 agora, quase 8 mil empresas est\u00e3o cadastradas no programa e mais de 5,2 mil auditorias foram realizadas em 2015.<\/p>\n<p>Um n\u00famero t\u00edmido se comparado \u00e0s dezenas de milhares de confec\u00e7\u00f5es existentes em todo o territ\u00f3rio nacional, mas uma iniciativa importante para que as redes varejistas n\u00e3o contratem oficinas terceirizadas envolvidas com a explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores. \u201cGanhar dinheiro n\u00e3o est\u00e1 errado, desde que isso seja obtido sem transgredir a \u00e9tica\u201d, afirma Isabella Prata, da<strong>Escola S\u00e3o Paulo<\/strong>.<\/p>\n<p>O direito \u00e0 liberdade dos seres humanos, afinal, n\u00e3o pode ser quantificado por valor algum de mercado.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\" (Foto: Revista Galileu)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Iw8D3EPMmzEB5h9HJItS8G53228=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/03\/22\/296-capa-07.jpg\" alt=\" (Foto: Revista Galileu)\" \/><\/div>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">E O DE CIMA SOBE&#8230;<\/div>\n<\/div>\n<p>Em janeiro, informa\u00e7\u00f5es dilvulgadas pela ONG brit\u00e2nica<strong>Oxfam\u00a0<\/strong>indicaram uma tend\u00eancia dos \u00faltimos anos: as\u00a0<strong>62 pessoas mais ricas do mundo somam fortunas estimadas em US$ 1,7 trilh\u00e3o de d\u00f3lares<\/strong>, o equivalente a todo o dinheiro acumulado pelos 3,6 bilh\u00f5es de pessoas mais pobres do mundo. A organiza\u00e7\u00e3o afirmou ainda que\u00a0<strong>1% da popula\u00e7\u00e3o mundial possu\u00eda o mesmo patrim\u00f4nio do que 99% do restante do planeta<\/strong>.\u201cA desigualdade social \u00e9 um reflexo direto da explora\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado\u201d, afirma o professor Ruy Braga, do<strong>Instituto de Sociologia da USP<\/strong>. \u201cUma parcela significativamente menor da riqueza social \u00e9 distribu\u00edda aos trabalhadores.\u201d O dono da Zara e seu potencial guarda&#8211;roupa com 2 bilh\u00f5es de pe\u00e7as que o diga&#8230;<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">D\u00c1 PRA MUDAR?<\/div>\n<\/div>\n<p>Voc\u00ea acompanha as den\u00fancias e investiga\u00e7\u00f5es feitas contra as marcas, se solidariza com as pessoas que t\u00eam uma jornada de trabalho extenuante e at\u00e9 fica chocado com hist\u00f3rias de trabalhadores resgatados em situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas por que ent\u00e3o n\u00e3o consegue mudar seus h\u00e1bitos de consumo e ajudar a reverter essa situa\u00e7\u00e3o? Para o psic\u00f3logo Luciano Sewaybricker, autor de uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado pela<strong>Universidade de S\u00e3o Paulo<\/strong>\u00a0sobre o conceito de felicidade em um mundo p\u00f3s-moderno, o sistema econ\u00f4mico motiva as pessoas a pensar de maneira mais individual. \u201cOs la\u00e7os com as pessoas se tornam mais fr\u00e1geis e voc\u00ea n\u00e3o consegue pensar em uma mudan\u00e7a, se sente impotente e v\u00ea que seu poder de mudan\u00e7a \u00e9 \u00ednfimo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Um primeiro passo para fazer a diferen\u00e7a nesse caso \u00e9 escolher com qual roupa voc\u00ea sair\u00e1 de casa. \u201cQuando o consumidor tem acesso a informa\u00e7\u00f5es, ele se torna mais respons\u00e1vel e escolhe para qual marca quer dar seu dinheiro\u201d, diz Eloisa Artuso, uma das organizadoras brasileiras do\u00a0<strong>Fashion Revolution<\/strong>, organiza\u00e7\u00e3o presente em 83 pa\u00edses que trabalha com a conscientiza\u00e7\u00e3o do consumo da moda.<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, a entidade montou uma instala\u00e7\u00e3o na<strong>\u00a0Avenida Paulista<\/strong>, em S\u00e3o Paulo, com uma vitrine repleta de promo\u00e7\u00f5es. Ao entrar para conferir os produtos, os visitantes se deparavam com uma confec\u00e7\u00e3o de roupas barulhenta, abafada e que exibia um v\u00eddeo sobre os impactos da cadeia produtiva da moda.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-387\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/propaganda-blog-postagem.fw_.png\" alt=\"propaganda blog postagem.fw\" width=\"398\" height=\"562\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cAlgumas pessoas falam \u2018sei que esse problema acontece, mas o que posso fazer? \u00c9 culpa do governo, da m\u00eddia, de todo mundo, menos minha\u2019. Mas a realidade \u00e9 que todos temos responsabilidade nessa quest\u00e3o\u201d, diz Fernanda Simon, tamb\u00e9m coordenadora do Fashion Revolution.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do papel exercido pelos consumidores, profissionais da ind\u00fastria da moda pensam em alternativas \u00e0 l\u00f3gica da fast fashion, resgatando o poder cultural da cria\u00e7\u00e3o de novas roupas. \u201cO consumo continuar\u00e1 a existir, mas com uma conscientiza\u00e7\u00e3o cada vez maior de que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de comprar de maneira descontrolada\u201d, afirma Jo\u00e3o Braga, professor da Faculdade Santa Marcelina. \u201cA moda acompanha o esp\u00edrito de uma \u00e9poca e tem o poder de persuas\u00e3o para tamb\u00e9m realizar mudan\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>Agora come\u00e7am a surgir em v\u00e1rias partes do mundo projetos que priorizam as produ\u00e7\u00f5es locais, fabricam itens com mat\u00e9rias-primas sustent\u00e1veis, monitoram as cadeias de confec\u00e7\u00e3o e oferecem alternativas para que o bem-estar de vestir uma roupa nova n\u00e3o seja manchado pela explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores envolvidos na fabrica\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a. Afinal, como voc\u00ea pode ver no guia a seguir, proporcionar condi\u00e7\u00f5es de trabalho dignas para todos os envolvidos no processo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 tarefa que, definitivamente, n\u00e3o sair\u00e1 da moda.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\"><strong>NA ESTICA<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>PEOPLE TREE:\u00a0<\/strong>Presente em 20 pa\u00edses, a empresa criada em 1991 no Jap\u00e3o estabelece parcerias com agricultores e artes\u00e3os para produzir roupas fabricadas com algod\u00e3o org\u00e2nico e oferecem uma justa remunera\u00e7\u00e3o aos trabalhadores das confec\u00e7\u00f5es. A brit\u00e2nica Safia Minney, fundadora da empresa, visita periodicamente os locais de trabalho e incentiva a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores a realizar projetos que empoderem a m\u00e3o de obra, formada principalmente por mulheres.<\/p>\n<p><strong>SVETLANA:\u00a0<\/strong>A marca carioca, que n\u00e3o utiliza produtos de origem animal em sua linha de roupas, foi idealizada pela estilista Mariana Iacia ap\u00f3s um est\u00e1gio com a brit\u00e2nica Stella McCartney, reconhecida internacionalmente pela ind\u00fastria da moda por desenvolver pe\u00e7as criadas com mat\u00e9rias&#8211;primas sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>MEUS 3 PONTOS:\u00a0<\/strong>Destinada ao p\u00fablico feminino, com pe\u00e7as que variam de R$ 20 a R$ 80, a marca foi criada em 2006 por uma parceria entre Nilsa Schneider e sua filha, Anelie. Resgatando o modo artesanal de confeccionar roupas, a empresa tem quase 20 mil f\u00e3s em sua p\u00e1gina no Facebook e vende os produtos em lojas de com\u00e9rcio colaborativo.<\/p>\n<p><strong>INSECTA:\u00a0<\/strong>Criada na cidade de Porto Alegre, em 2014, a empresa fabrica sapatos utilizando tecidos de roupas encontradas em brech\u00f3s ou materiais que seriam descartados por confec\u00e7\u00f5es. O solado \u00e9 feito de borracha reciclada e o produto \u00e9 tingido com subst\u00e2ncias produzidas \u00e0 base de \u00e1gua. \u201cA ind\u00fastria da moda sustent\u00e1vel tem o estigma de estar associada a produtos feios, mas modificamos esse conceito ao criar sapatos que as pessoas sintam orgulho de usar\u201d, afirma B\u00e1rbara Mattivy, uma das fundadoras da marca.<\/p>\n<p><strong>VERT:\u00a0<\/strong>Uma empresa francesa com esp\u00edrito brasileiro: criada em 2005, a marca de cal\u00e7ados utiliza algod\u00e3o org\u00e2nico cultivado no Cear\u00e1, borracha extra\u00edda na Amaz\u00f4nia por uma cooperativa de seringueiros e couro vegetal processado no Rio Grande do Sul. \u201cAchamos muito c\u00ednica a atitude das empresas europeias, que cobravam auditorias criteriosas, mas fechavam os olhos sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores\u201d, afirma o franc\u00eas Fran\u00e7ois Morillion, um dos fundadores da Vert.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">SEU BOLSO \u00c9 O SEU PODER<\/div>\n<\/div>\n<p>Escolher a pr\u00f3xima roupa que estar\u00e1 em seu guarda-roupa \u00e9 uma ferramenta mais poderosa do que voc\u00ea pensa. Afinal, caso os consumidores n\u00e3o deem mais dinheiro para marcas que exploram trabalhadores, aumentam as chances de toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o da moda sofrer transforma\u00e7\u00f5es positivas. \u201cQuando os consumidores exigem maior transpar\u00eancia da ind\u00fastria, as marcas tamb\u00e9m s\u00e3o obrigadas a dar uma resposta sobre o que est\u00e1 por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta Eloisa Artuso, do Fashion Revolution.<\/p>\n<p>A press\u00e3o exercida pelos consumidores j\u00e1 apresenta resultados: empresa global de<strong>\u00a0fast fashion<\/strong>, a sueca\u00a0<strong>H&amp;M<\/strong>\u00a0anunciou no ano passado que a preocupa\u00e7\u00e3o em fabricar roupas de maneira \u00e9tica se tornaria a nova prioridade para a companhia, prometendo garantir sal\u00e1rios justos para os trabalhadores de confec\u00e7\u00f5es terceirizadas at\u00e9 2018, al\u00e9m de produzir roupas com algod\u00e3o sustent\u00e1vel at\u00e9 2020. Al\u00e9m da conscientiza\u00e7\u00e3o do consumo, outras iniciativas ajudam a repensar a ind\u00fastria da moda.<\/p>\n<p><strong>BUY ME ONCE:\u00a0<\/strong>A brit\u00e2nica Tara Button, 33 anos, criou uma loja virtual que vende produtos de beleza e roupas fabricadas com materiais de alta durabilidade. Uma cal\u00e7a jeans vendida na loja virtual da empresa, por exemplo, custa US$ 341, enquanto uma pe\u00e7a na rede de varejo H&amp;M sai por U$ 20. A diferen\u00e7a de pre\u00e7os, no entanto, \u00e9 recompensada a longo prazo, j\u00e1 que o consumidor n\u00e3o precisar\u00e1 voltar \u00e0 loja para substituir uma roupa desgastada ap\u00f3s algumas (poucas) utiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>ROUPATECA:<\/strong>\u00a0Lan\u00e7ada em S\u00e3o Paulo, em 2015, a iniciativa \u00e9 uma esp\u00e9cie de Netflix da moda: o consumidor pode escolher tr\u00eas planos mensais, de R$ 100, R$ 200 ou R$ 300, que d\u00e3o direito a retirar uma quantidade de roupas \u2014 uma, tr\u00eas ou seis pe\u00e7as. O assinante pode trocar os produtos todos os dias. \u201cPesquisamos sobre novas formas de consumo da moda e chegamos ao formato da biblioteca de roupas, que j\u00e1 acontece em alguns lugares da Europa\u201d, revela Daniela Ribeiro, uma das criadoras do projeto, que ainda est\u00e1 em vers\u00e3o de testes e disponibiliza mais de 450 pe\u00e7as no acervo.<\/p>\n<p><strong>ROUPA LIVRE:\u00a0<\/strong>Com o objetivo de estender a vida \u00fatil das roupas, a organiza\u00e7\u00e3o conta com um mapa colaborativo em seu site (roupalivre.com.br) para que os usu\u00e1rios identifiquem onde \u00e9 poss\u00edvel encontrar brech\u00f3s ou locais para doa\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de indica\u00e7\u00e3o de costureiras e cursos sobre moda consciente. Em dezembro, a organiza\u00e7\u00e3o arrecadou quase R$ 26 mil em um financiamento coletivo para o desenvolvimento de um aplicativo para troca de roupas.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">GUIA DE COMPRAS<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>1. INFORMA\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nAntes de sair para comprar uma nova roupa, confira se as empresas de varejo est\u00e3o envolvidas com explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra por meio de servi\u00e7os como o aplicativo Moda Livre<\/p>\n<p><strong>2. UTLIDADE<\/strong><br \/>\nEm quais ocasi\u00f5es voc\u00ea vestir\u00e1 aquela camisa da vitrine? Perguntas como essa ajudam a avaliar se a sua pr\u00f3xima compra ter\u00e1 uma boa utilidade, al\u00e9m de frear poss\u00edveis impulsos de consumo<\/p>\n<p><strong>3. QUALIDADE<\/strong><br \/>\nVerifique as mat\u00e9rias-primas utilizadas na produ\u00e7\u00e3o do tecido e busque informa\u00e7\u00f5es sobre a satisfa\u00e7\u00e3o dos clientes em quest\u00f5es como conforto e durabilidade<\/p>\n<p><strong>4. ECONOMIA<\/strong><br \/>\nCaso tenha de vestir uma roupa para uma ocasi\u00e3o especial, mas que dificilmente ser\u00e1 utilizada em outras situa\u00e7\u00f5es, pense na possibilidade de alugar a pe\u00e7a ou pedir aquele empr\u00e9stimo camarada a seus amigos<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-387\" src=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/propaganda-blog-postagem.fw_.png\" alt=\"propaganda blog postagem.fw\" width=\"398\" height=\"562\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>5. MAIS OP\u00c7\u00d5ES<\/strong><br \/>\nD\u00ea uma olhada em roupas feitas\u00a0 em produ\u00e7\u00f5es locais, de maneira mais artesenal: o pre\u00e7o e a qualidade s\u00e3o t\u00e3o bons quanto os encontrados nas grandes redes de varejo<\/p>\n<p><strong>MODA LIVRE:\u00a0<\/strong>Desenvolvido pela organiza\u00e7\u00e3o Rep\u00f3rter Brasil, que realiza um trabalho jornal\u00edstico de combate ao trabalho escravo, o aplicativo para iOS e Android monitora 45 marcas de varejo que vendem seus produtos no Brasil. O servi\u00e7o, no ar desde 2013, informa se a empresa esteve envolvida em casos de explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, al\u00e9m de avaliar a pol\u00edtica de transpar\u00eancia e as medidas adotadas pelas companhias para fiscalizar as confec\u00e7\u00f5es que produzem suas roupas.<\/p>\n<p>\u201cAs redes varejistas costumam falar da responsabilidade social, mas eles tamb\u00e9m t\u00eam uma responsabilidade legal por aquilo que geram aos trabalhadores\u201d, diz Andr\u00e9 Campos, membro do Rep\u00f3rter Brasil e um dos desenvolvedores do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Galileu &#8211; Junho 2016<\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEsse \u00e9 um setor estrat\u00e9gico: diga uma cidade do pa\u00eds em que n\u00e3o tenha pelo menos uma lojinha para vender roupas\u201d, afirma Rafael Cervone, presidente da Abit. De fato, o setor conta com\u00a0160 mil postos de venda espalhados pelo Brasil,&#8230; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/2016\/06\/27\/o-brasil-e-o-quarto-maior-produtor-de-roupas-do-mundo\/\">Continue Reading &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":408,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,4,5],"tags":[],"class_list":["post-407","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colecoes","category-curiosidades","category-dicas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=407"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/407\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vezoinstituto.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}